quarta-feira, 25 de março de 2009

“A economia mundial não está em depressão”

Quem o diz é Paul Krugman, talvez o mais conhecido economista norte-americano da actualidade e prémio Nobel da Economia, em 2008, no seu mais recente livro, que temos vindo a recomendar neste blogue. E, acrescenta, de seguida: “ provavelmente não se afundará numa depressão, apesar da magnitude da crise actual (mas gostava de ter a certeza absoluta quanto a isso)”.
Ao longo do livro, o autor vai descrevendo os “avisos” que foram sendo deixados nos últimos tempos pelas crises por que passaram a América Latina, o Japão e a Ásia e, apesar disso, em 2003, um outro economista norte-americano, Robert Lucas, também prémio Nobel, nesse mesmo ano, afirmara que “o problema fulcral de prevenção da depressão foi resolvido em todos os seus aspectos práticos”, cita P. Krugman.
Krugman, para além das referencias pouco abonatórias à actuação da Reserva Federal (o banco central) dos EUA no tempo de Greenspan (1987-2006), explica o papel desempenhado pelo sistema bancário, em particular, daquilo a que chama “sistema bancário-sombra”, um sector não regulamentado e que foi responsável pelos mercados de títulos com leilão de taxas (auction-rate securities), uma invenção do tristemente célebre Lehman Brothers.

1 comentário:

Bazookas disse...

Carissimos, a depressão existe, mas não na economia mundia... veja-se o caso da AIG! Deixaram os administradores de distribuir prémios a si mesmos com a falência à porta? Existe depressão é no povo que por lá como por cá assiste a cenas destas http://gamvis.blogspot.com/2009/03/voto-de-pobreza.html